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PMCG é alvo de pedido de despejo do Hospital Edgley por dívida de mais de R$ 4 milhões

O funcionamento do Hospital Municipal Dr. Edgley, no bairro de José Pinheiro, está sob ameaça devido a uma ação judicial de despejo movida pelos proprietários do imóvel contra a Prefeitura de Campina Grande (PMCG). O processo, que tramita na Justiça, aponta uma dívida acumulada em aluguéis que já ultrapassa a marca de R$ 4 milhões. Segundo os autores da ação, os repasses mensais de R$ 95 mil não são realizados de forma regular há anos, descumprindo inclusive acordos firmados anteriormente para a quitação de débitos pendentes.

O detalhamento financeiro apresentado à Justiça mostra que a inadimplência da gestão municipal atravessa diferentes períodos. O montante de R$ 4.095.493,98 inclui parcelas não pagas de um acordo realizado em 2022, além de meses em aberto referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025. Somente nos primeiros quatro meses de 2026, o débito já soma mais de R$ 380 mil. Os proprietários alegam que buscaram a via judicial após diversas tentativas frustradas de regularizar os pagamentos diretamente com a Secretaria de Saúde do município.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande informou que ainda não recebeu notificação formal sobre o pedido de despejo. A pasta afirmou que aguarda o recebimento do documento para realizar uma análise técnica do conteúdo antes de se pronunciar sobre as providências que serão tomadas. O impasse gera incerteza sobre a continuidade dos serviços prestados na unidade, que é uma das referências da rede pública de saúde na Rainha da Borborema.

Este não é o primeiro caso de despejo por falta de pagamento enfrentado pela atual administração de Bruno Cunha Lima (União Brasil). Recentemente, imóveis que abrigavam as secretarias de Administração e Obras, além de uma Unidade Básica de Saúde no bairro do Araxá, também foram alvos de ações semelhantes. A reiteração desses episódios levanta questionamentos sobre a gestão dos contratos de locação do município e coloca em risco equipamentos essenciais para o atendimento direto à população campinense.

da Redação

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