Traficante paraibano ligado ao Comando Vermelho é preso em operação no Rio de Janeiro
O paraibano Damião Barbosa, de 50 anos, foi preso durante a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou 64 mortos e resultou em 81 prisões nos complexos do Alemão e da Penha. A informação foi confirmada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Segundo o delegado Diego Beltrão, Damião integrava a alta cúpula da facção na Paraíba e mantinha ligação direta com o principal líder da organização no estado. Foragido, ele se escondia em comunidades do Rio, conforme indicavam dados da inteligência policial paraibana.
Natural de Araçagi, no Brejo paraibano, o traficante possuía dois mandados de prisão em aberto. Um deles, expedido pela Justiça de Sapé, o condenava a 5 anos e 6 meses por tráfico e associação para o tráfico. O outro, emitido em João Pessoa, previa 30 anos de reclusão pelos mesmos crimes, somados a roubo qualificado. Em ambos os casos, ele deveria cumprir pena em regime fechado.
A Polícia Civil ainda avalia se Damião Barbosa será transferido para um presídio da Paraíba.
A megaoperação Contenção, deflagrada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, deixou pelo menos 64 mortos, incluindo dois policiais civis e dois do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O confronto mais intenso ocorreu em uma área de mata do Alemão, segundo informou o Palácio Guanabara.Com o agravamento da violência, a Polícia Militar colocou toda a tropa em prontidão, incluindo o efetivo administrativo. Até o fim da tarde, mais de 100 pessoas haviam sido presas, entre elas integrantes de facções criminosas do Pará que estavam escondidos na capital fluminense. A ação também apreendeu mais de 75 fuzis, pistolas e granadas.
Durante os confrontos, criminosos ligados ao Comando Vermelho receberam ordens para interditar vias importantes da cidade. A Linha Amarela, principal ligação entre a Barra da Tijuca e a zona norte, foi bloqueada, assim como trechos da Avenida Brasil e da Estrada Salazar Mendes de Morais, que passa pela Cidade de Deus.
Ônibus foram atravessados em ruas e avenidas para formar barricadas em diferentes pontos, como Jacarepaguá, Méier e Engenho Novo. A Polícia Militar também fechou parte da Linha Amarela após criminosos dispararem do alto da comunidade do Morro do Dezoito, na Água Santa.
O caos urbano levou à suspensão das atividades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e das unidades da Faetec, que optaram por resguardar alunos e servidores diante da insegurança.
da Redação com Agência Brasil
