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Fernando Cunha Lima se escondeu em imóvel de bairro nobre em Recife, diz Polícia Civil

O médico Fernando Cunha Lima passou por três imóveis durante o período que estava foragido da Justiça. Um dos apartamentos é o da própria filha, localizado no bairro Casa Forte, com padrão de classe média-alta na Capital Pernambucana. De acordo com o delegado Rafael Bianchi, ele contava com uma rede de apoio para alimentação, transporte e medicação.

“Algumas pessoas fora da família estavam no apoio da logística com alimentação, compra de remédios, aparelho celular e hoje conseguimos identificar qual era o imóvel, adentramos o apartamento. Quando entramos, conseguimos visualizar ele sentado no sofá e efetuamos a prisão”, declarou.

Segundo a Polícia Civil, Fernando sempre permanecia em residências, devido a idade e as debilidades. No entanto, a operação teve um avanço quando a esposa dele foi flagrada em um comércio e, por isso, conseguiram identificar o local onde ele estava.

“O primeiro imóvel que ele ficou foragido, que é o da filha, é um imóvel de classe média-alta. O apartamento num bairro nobre da cidade, no bairro Casa Forte. Mas por ali ele ficou pouco tempo. Tanto é que quando o Gaeco e a Draco foram até o imóvel em novembro de 2024, ele havia saído dali há uma semana. Mas ele deixou os seus celulares e alguns pertences”, disse Rafael.

Sem a realização da prova de vida, o médico estava com a aposentadoria suspensa. Recentemente, ele havia vendido um apartamento em João Pessoa, mas o dinheiro ficou bloqueado devido à ação penal e ao pedido do advogado das vítimas. Por isso, Fernando estava sem renda e se mantinha com o auxílio de familiares que enviavam dinheiro.

Após as investigações da Polícia em Recife, Fernando Cunha Lima se mudou para Paulista, município da Região Metropolitana.

“O segundo imóvel que ele ficou foragido foi na cidade de Paulista. Mas é um imóvel de baixo padrão, bem ruim para o padrão que o médico tinha aqui em João Pessoa. Mas ali também ele ficou algum tempo, só algumas semanas. E em definitivo ele ficou no terceiro imóvel, também na cidade de Paulista, um imóvel de classe média, com apartamento com dois quartos, cozinha e sala e um banheiro. Nada de luxo no local”, complementou o delegado.

com MaisPB

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