Olímpio Rocha sobe o tom e classifica adversários como “farinha do mesmo saco” em disputa pelo Governo
O advogado e pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, Olímpio Rocha, reagiu com dureza às movimentações políticas desta quinta-feira (2), marcadas pela renúncia de Cícero Lucena (MDB) e pela posse de Lucas Ribeiro (Progressistas). Rocha afirmou que o anúncio de Cícero não altera a estratégia da esquerda e disparou críticas contundentes, colocando o ex-prefeito, o novo governador e o senador Efraim Filho (PL) em um mesmo bloco de interesses que chamou de “farinha do mesmo saco”.
Para o pré-candidato do PSOL, as divergências públicas entre os três principais nomes da disputa majoritária não passam de conflitos internos por poder, e não por projetos distintos para o estado. “Eles, que são brancos, que se entendam. Cícero, Lucas e Efraim são farinha do mesmo saco. Até pouco tempo atrás, Cícero estava no mesmo partido de Lucas Ribeiro. Efraim também fazia parte desse mesmo grupo político”, pontuou Olímpio. Segundo ele, o rompimento entre as lideranças ocorre por conveniências pessoais, ignorando as reais necessidades da população paraibana.
Olímpio Rocha também aproveitou o espaço para atacar o que chamou de “oligarquias familiares” que dominam a política do estado há décadas. Em uma retrospectiva ácida, ele relacionou a árvore genealógica de seus adversários para ilustrar o revezamento no poder. “Lucas é do grupo da Várzea, filho de senadora e neto de ex-prefeito. Efraim é filho de ex-senador e sua família mandou no Sertão por décadas. Cícero é pai de deputado federal e marido de ex-vice-governadora”, relembrou, reforçando que os três representam a manutenção de estruturas antigas.
Ao finalizar sua fala, o advogado defendeu a necessidade de uma ruptura completa com o atual modelo de gestão e representação política na Paraíba. Olímpio se colocou como uma alternativa viável para quebrar o ciclo de sucessão entre famílias tradicionais. “É preciso mudar esse cenário para que a gente diga ao povo paraibano que pessoas como eu podem ocupar, sim, um espaço de poder”, concluiu. A declaração do PSOL sinaliza que a campanha eleitoral de 2026 terá uma polarização ideológica acentuada, com a esquerda buscando capitalizar o desgaste dos grupos que compunham a base governista até o ano passado.
da Redação