Paraibano chefe do CV é o principal alvo de megaoperação que deixou 121 mortos no RJ
O paraibano Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, natural de Caiçara, no Brejo da Paraíba, é apontado como o líder do Comando Vermelho. Ele é acusado de mais de 100 homicídios e possui 35 mandados de prisão em aberto. O criminoso conseguiu escapar da operação que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro.
Criado na Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio, Doca é considerado um dos traficantes mais perigosos do país. Fugitivo do sistema prisional, ele é investigado por execuções, desaparecimentos e homicídios brutais, incluindo casos que chocaram o Brasil, como o desaparecimento de três meninos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Em outubro de 2023, Doca foi apontado pelas autoridades como o mandante da execução de três médicos na Barra da Tijuca, crime motivado por engano. As vítimas, que participavam de um congresso, foram confundidas com milicianos. Meses depois, o próprio traficante teria ordenado a morte dos executores dos médicos.
A Polícia Civil do Rio oferece R$ 100 mil de recompensa por informações que levem ao paradeiro do criminoso — o segundo maior valor da história do Disque Denúncia. A população pode denunciar de forma anônima pelos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, e, na Paraíba, pelo 197.
Enquanto Doca segue foragido, outro paraibano ligado à cúpula do Comando Vermelho foi preso. Damião Barbosa, de 50 anos, foi capturado na terça-feira (28) durante a megaoperação. Segundo o delegado Diego Beltrão, o criminoso é um dos principais articuladores da facção no estado e mantinha ligação direta com o líder foragido.
da Redação

