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Morte por raiva após mordida de sagui quebra hiato de cinco anos na Paraíba

A Paraíba voltou a registrar uma morte por raiva humana após um intervalo de cinco anos. Um homem faleceu no último domingo (4), no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, em decorrência da doença. O óbito foi confirmado oficialmente na segunda-feira (5) pelas autoridades de saúde.

Segundo a Vigilância em Saúde do município, a vítima foi mordida por um sagui em setembro de 2025, mas não procurou atendimento médico na ocasião. Os primeiros sintomas surgiram apenas em dezembro, quando o paciente deu entrada em unidade hospitalar já com sinais neurológicos compatíveis com raiva humana. O diagnóstico foi confirmado no dia 22 de dezembro, mas o quadro evoluiu de forma grave, levando à morte.

Antes desse caso, o último registro de óbito por raiva humana no estado havia ocorrido em 2020, quando uma mulher morreu após ser mordida por uma raposa no município de Riacho dos Cavalos, no Sertão paraibano. Ela chegou a receber atendimento inicial, mas desenvolveu sintomas como delírios, espasmos e agitação psicomotora, sendo transferida para o Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa, onde morreu semanas depois.

Outro caso marcante aconteceu em 2015, quando uma criança de 1 ano e oito meses morreu após ser mordida por um gato no município de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba. O menino chegou a ser levado para atendimento no Rio Grande do Norte, mas não resistiu à evolução da doença.

No caso mais recente, a Diretoria de Vigilância em Saúde de Campina Grande informou que, após a confirmação do diagnóstico, foram adotadas medidas imediatas de vigilância epidemiológica e ambiental, com identificação de possíveis contatos e apuração do local de infecção.

A raiva humana é uma doença grave, causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central e, na maioria dos casos, leva à morte quando não tratada a tempo. A transmissão ocorre principalmente por mordidas, arranhões ou contato da saliva de animais infectados com feridas ou mucosas. As autoridades de saúde reforçam que qualquergua mordedura de animal silvestre ou doméstico deve ser tratada como emergência médica, com busca imediata por atendimento.

da Redação

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