Política

11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciam para serem candidatos na eleição

Onze governadores e dez prefeitos de capitais renunciaram a seus mandatos para disputar outros cargos na eleição deste ano, como exige a lei.

O prazo de desincompatibilização terminou às 23h59 desse sábado (4), a seis meses do primeiro turno. A regra é válida para quem ocupa cargos no Poder Executivo, com o objetivo de evitar o uso da máquina pública em favor das candidaturas.

Dentre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República — Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) —, e oito — entre eles João Azevêdo (PSB) da Paraíba — devem disputar o Senado, que neste ano vai renovar 54 das 81 cadeiras.

Governadores que renunciaram aos cargos:

  1. Acre: Gladson Cameli (Progressistas)
  2. Amazonas: Wilson Lima (União Brasil)
  3. Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
  4. Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
  5. Goiás: Ronaldo Caiado (PSD)
  6. Mato Grosso: Mauro Mendes (União Brasil)
  7. Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
  8. Pará: Helder Barbalho (MDB)
  9. Paraíba: João Azevêdo (PSB)
  10. Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
  11. Roraima: Antonio Denarium (Republicanos)

Quando o governador deixa o cargo, o vice assume e pode ser candidato a um novo mandato. É o que deve acontecer na maioria dos estados. No Rio de Janeiro, há uma situação diferente: como Cláudio Castro estava sem vice, que foi nomeado para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, haverá uma nova eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se será uma eleição direta, com votos dos eleitores, ou indireta, em que somente os deputados estaduais podem votar.

A saída do cargo não confirma a candidatura, mas é uma condição exigida. A oficialização só ocorrerá em agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Governadores que podem tentar a reeleição não precisam deixar o cargo enquanto são candidatos. O mesmo vale para o presidente Lula (PT). São eles:

  1. Amapá: Clécio Luís (União Brasil)
  2. Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT)
  3. Ceará: Elmano de Freitas (PT)
  4. Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (Progressistas)
  5. Pernambuco: Raquel Lyra (PSD)
  6. Piauí: Rafael Fonteles (PT)
  7. Santa Catarina: Jorginho Mello (PL)
  8. São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos)
  9. Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD)

Há também os governadores que vão concluir o mandato e decidiram não disputar a eleição.

  1. Alagoas: Paulo Dantas (MDB)
  2. Maranhão: Carlos Brandão (sem partido)
  3. Paraná: Ratinho Junior (PSD)
  4. Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
  5. Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSD)
  6. Rondônia: Marcos Rocha (PSD)
  7. Tocantins: Wanderlei Barbosa (Republicanos)

Eduardo Leite pretendia ser candidato a presidente e perdeu a disputa no PSD para Ronaldo Caiado, governador de Goiás. No caso de Fátima Bezerra, houve uma reviravolta: o plano de tentar o Senado foi frustrado porque o vice, Walter Alves, se negou a assumir o lugar dela. Ele quer ser candidato a deputado estadual.

Prefeitos com planos eleitorais
Já os dez prefeitos de capitais que renunciaram devem disputar os governos de seus estados. A lista inclui Cícero Lucena (MDB) em João Pessoa, Eduardo Paes no Rio de Janeiro, João Campos (PSB) no Recife, e João Henrique Caldas, o JHC, que trocou o PL pelo PSDB em Maceió.

  1. Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro (RJ)
  2. Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória (ES)
  3. João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife (PE)
  4. Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís (MA)
  5. Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa (PB)
  6. David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus (AM)
  7. Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá (AP)
  8. Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco (AC)
  9. Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista (RR)
  10. João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió (AL)

com G1

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