Aulas no Colégio da Polícia Militar são retomadas em novo prédio
O Colégio da Polícia Militar da Paraíba (CPM), em João Pessoa, iniciou oficialmente, nesta terça-feira (22), suas atividades letivas em 2026. O retorno ocorre após uma série de protestos e cobranças intensas por parte de pais e responsáveis, que denunciavam a falta de um cronograma claro e o prejuízo pedagógico acumulado desde o início do ano.
A autorização para o funcionamento da unidade veio após a entrega oficial das novas instalações pela Secretaria de Estado da Educação e a devida liberação técnica emitida pelo Corpo de Bombeiros. Para viabilizar a recepção dos alunos, a gestão da escola realizou uma força-tarefa nos últimos dias, focada na limpeza pesada, ajustes na infraestrutura e adequações dos ambientes pedagógicos. Segundo a direção da unidade, o colégio já opera com quase 100% de sua capacidade, restando apenas reparos pontuais em equipamentos como aparelhos de ar-condicionado.
Um dos pontos mais críticos levantados pelas famílias durante o período de paralisação era a carência de professores. O comando da instituição garantiu que o quadro docente foi completado por meio do envio de novos profissionais pela Secretaria de Educação e pelo remanejamento de policiais militares habilitados para lecionar em disciplinas como Matemática, Física, História e Geografia. Com a regularização das disciplinas, o foco da comunidade escolar agora se volta para o plano de contingência, que deve prever a ampliação da carga horária e o uso do recesso de meio de ano para recuperar o conteúdo do primeiro bimestre.
Apesar do alívio com o retorno das atividades presenciais, os pais mantêm o alerta sobre outras demandas pendentes, como a distribuição do material escolar, que ainda não chegou às mãos de todos os estudantes. Para as famílias, a retomada representa uma vitória da mobilização coletiva, mas o acompanhamento seguirá rigoroso para garantir que o cronograma de reposição seja cumprido sem sobrecarregar os alunos e que a infraestrutura do novo prédio suporte as necessidades de mais de 400 estudantes afetados pelo atraso.
da Redação


