Bolsonaro vai para o quarto após cirurgia de desobstrução intestinal, diz ex-primeira-dama
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido para um quarto depois de passar por uma cirurgia para desobstrução intestinal. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Jair Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, onde foi submetido nesse domingo (13) a uma cirurgia de grande porte para remoção de aderências no intestino e reconstrução da parede abdominal. Foi o sexto e mais longo procedimento desde a facada que sofreu na campanha eleitoral de 2018.
A operação durou 12 horas, e o ex-presidente ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) após o procedimento. Segundo Michelle, ele foi transferido para o quarto ainda no fim da noite de domingo.
De acordo com uma nota divulgada pelo hospital DF Star após a cirurgia, não houve intercorrências nem necessidade de transfusão de sangue. O hospital informou que a obstrução intestinal era resultado de uma dobra do intestino delgado que dificultava o trânsito intestinal e foi desfeita.
O texto foi assinado pelo chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique, Ricardo Camarinha e Brasil Caiado, pelo diretor-médico do hospital, Guilherme Meyer, e pelo diretor-geral, Allisson Barcelos Borges.
Bolsonaro chegou ao DF Star no último sábado (12), depois de ser transferido de Natal (RN). Ele estava na Capital do Rio Grande do Norte desde a última sexta-feira (11), quando foi levado de helicóptero após passar mal no interior do estado, onde participaria de um evento do PL, em favor da anistia aos manifestantes dos atos de 8 de janeiro de 2023.
A cirurgia foi a sexta na região do abdome realizada por Bolsonaro desde a facada, e a mais difícil de todas devido ao acúmulo de procedimentos, segundo médicos ouvidos pela reportagem.
Foi também a cirurgia mais longa. A que tinha durado mais, anteriormente, havia ocorrido em janeiro de 2019, para retirada de bolsa de colostomia. Na ocasião, estavam previstas três horas de cirurgia, mas a grande quantidade de aderências no intestino levou a equipe médica a executar um procedimento mais complexo, que se estendeu por sete horas.
com Folha de S. Paulo
