Ciclista atropelado em CG reage à decisão do STJ e afirma que consequências do caso não podem ser ignoradas
O ciclista Bryan Araújo, que foi atropelado em 25 de fevereiro de 2022 e passou dois meses internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), afirmou, nessa sexta-feira (21), que espera um julgamento sério e imparcial após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular o acórdão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que havia determinado que Rocélio Francisco Lau fosse levado a júri popular pelo crime de trânsito ocorrido em Campina Grande.
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Bryan disse que, além do processo em tramitação, existe uma pessoa que sofreu as consequências do atropelamento. “Tendo em vista tudo que vivi, sei bem das consequências que aquele atropelamento trouxe para a minha vida e das marcas que ficaram desde então. Deixando claro que não se trata apenas de um processo ou de números em um sistema judicial, por trás de tudo isso existe uma pessoa que foi atropelada”, declarou.
Segundo a tia dele, Maria Lúcia, o ciclista ficou com sequelas, entre elas problemas respiratórios e alterações na fala.
A vítima afirmou ainda que não pretende declarar o acusado culpado, uma vez que essa decisão cabe à Justiça. Ao mesmo tempo, disse que não aceitará que os efeitos do atropelamento sejam tratados como algo sem importância.
“Não cabe a mim declarar alguém culpado, já que é decisão pertencente à Justiça. Mas também não vou aceitar que aquilo que aconteceu comigo seja tratado como algo sem importância. Continuarei aguardando o desfecho do processo com respeito às instituições e à decisão que vier a ser tomada”, afirmou.
A decisão do STJ foi tomada após recurso da defesa de Rocélio Francisco Lau, que apontou excesso de linguagem no acórdão do TJPB. O tribunal estadual havia afirmado que o acusado agiu com dolo eventual e em alta velocidade.
Com a anulação, o TJPB terá de analisar novamente o recurso apresentado pela defesa, sem repetir as expressões consideradas inadequadas pelo STJ. O processo ainda está na fase de pronúncia, etapa em que a Justiça verifica a existência de provas da materialidade do crime e indícios de autoria para decidir se o caso deve ser levado a júri popular.
Rocélio ainda não foi julgado pelo crime. O processo retornou à fase recursal, e o Tribunal de Justiça da Paraíba deverá reavaliar a decisão.
da Redação
