Política

“Covardia”: Ricardo Coutinho ataca concessão do saneamento básico na Paraíba

O ex-governador da Paraíba e pré-candidato à Câmara Federal, Ricardo Coutinho (PT), criticou duramente o processo de concessão dos serviços de saneamento básico da Cagepa durante entrevista na noite dessa segunda-feira (6) à TV Arapuan. Ele classificou o modelo adotado como uma “covardia”, argumentando que a arrecadação foi transferida para a iniciativa privada, enquanto a empresa pública permaneceu com os custos operacionais e de pessoal.

“Foi uma espécie de covardia você privatizar o serviço e deixar a empresa com os mesmos gastos de pessoal, de custeio, tudo está lá. E, ao mesmo tempo, a arrecadação do serviço vai passar para uma empresa privada”, afirmou. Segundo o político, o formato visa apenas o lucro e inviabiliza a lógica social do serviço, citando exemplos internacionais como Paris e Berlim, que reestatizaram o setor.

Em suas declarações, o petista também direcionou críticas à política tributária do ex-governador João Azevêdo (PSB). Ele assegurou que o reajuste mais expressivo do ICMS ocorreu na gestão do seu sucessor, com foco sobre os combustíveis. “Os principais aumentos foram principalmente do ICMS sobre combustíveis. O ICMS aumentou excessivamente na gestão de João Azevêdo. Não foi na minha”, declarou. Coutinho avaliou a atual gestão estadual, agora comandada por Lucas Ribeiro (Progressistas), como um governo sem planejamento de desenvolvimento a longo prazo e guiado apenas pelo calendário eleitoral.

Na esfera municipal, o ex-governador defendeu a extinção do modelo atual de estacionamento rotativo em João Pessoa. “Eu particularmente zeraria a Zona Azul”, declarou, justificando que a cobrança prejudicou a atividade comercial do Centro e o lazer nas praias. Ele propôs que, caso o sistema seja mantido, toda a receita arrecadada seja obrigatoriamente revertida para o transporte público da Capital.

Ao analisar o cenário político interno, o pré-candidato fez uma autocrítica e apontou que a legenda precisa amadurecer no estado. “O PT precisa amadurecer mais, o PT precisa passar por um processo maior de amadurecimento aqui dentro do Estado. Nós somos muito menores do que deveríamos ser”, pontuou. Na disputa pelas vagas ao Senado e pelo apoio do presidente Lula, ele manifestou preferência por Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e criticou o senador Efraim Filho (PL) por deixar a base aliada para estruturar sua pré-candidatura ao Governo do Estado.

da Redação

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