Policial

Defesa afirma que policiais suspeitos de chacina no Conde se recusam a usar tornozeleira eletrônica

Os cinco policiais militares que tiveram a prisão temporária revogada pela Justiça nessa terça-feira (9) e que são suspeitos de participação na morte de cinco jovens no Conde, em fevereiro de 2025, não querem cumprir a medida de monitoramento eletrônico determinada pela Justiça. De acordo com a defesa, os policiais “se sentem humilhados”.

São apontados como suspeitos do crime:

  • Soldado Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel
  • Sargento Marcos Alberto de Sá Monteiro
  • Sargento Wellyson Luiz de Paula
  • Sargento Kobosque Imperiano Pontes
  • Cabo Edvaldo Monteval Alves Marques

A chacina ocorreu na noite de 15 de fevereiro de 2025, quando cinco jovens, com idades entre 17 e 26 anos, foram mortos na Ponte do Arco, que liga áreas rurais de João Pessoa e Conde. De acordo com a Polícia Militar, o grupo estaria planejando um ataque em vingança a um feminicídio ocorrido horas antes. O carro em que estavam os jovens foi interceptado por viaturas, e todos os ocupantes foram atingidos por disparos.

As vítimas foram identificadas como:

  • Fábio Pereira da Silva Filho, de 26 anos
  • Emerson Almeida de Oliveira, de 25 anos
  • Alexandre Bernardo de Brito, de 17 anos
  • Cristiano Lucas, de 17 anos
  • Gabriel Cassiano de Sousa, de 17 anos (filho de Ana Gabriela, vítima do feminicídio).

Os suspeitos foram detidos em 18 de agosto durante operação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e da Polícia Militar, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao caso. Nessa terça-feira, a Justiça revogou a prisão temporária e aplicou as seguintes medidas cautelares:

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Afastamento imediato do serviço operacional (policiamento ostensivo ou tático);
  • Proibição de manter contato com familiares das vítimas, testemunhas e demais investigados;
  • Proibição de frequentar localidades próximas às residências das vítimas e seus familiares, complementando a medida de monitoração eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar no período noturno, das 20h às 5h do dia seguinte, e nos dias de folga;
  • Comparecimento mensal em juízo;
  • Proibição de se ausentar da comarca de suas residências por mais de 10 dias sem autorização da Justiça.

Também apontado como suspeito, o tenente Alex William de Lira Oliveira, que está nos Estados Unidos, teve a prisão temporária convertida em preventiva por não colaborar com as investigações dentro do prazo determinado.

da Redação

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