Desembargador mantém prisão domiciliar de Padre Egídio e nega pedido da defesa
A permanência do Padre Egídio de Carvalho em prisão domiciliar foi mantida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A decisão é do desembargador Ricardo Vital de Almeida, que rejeitou o pedido de revogação apresentado pela defesa do religioso, investigado por liderar um esquema de desvio de recursos no Hospital Padre Zé, em João Pessoa.
A defesa argumentou que o sacerdote está privado de liberdade há mais de dois anos, o que configuraria constrangimento ilegal e antecipação de pena. Segundo os advogados, a duração da medida cautelar ultrapassa limites razoáveis.
No despacho, ao qual a reportagem teve acesso, Ricardo Vital afirmou que o habeas corpus só deve ser concedido em situações em que a prisão se mostra “insustentável” de imediato ou quando há risco extremo à liberdade, circunstâncias que, segundo ele, não estão presentes no caso, já que o padre cumpre prisão domiciliar fundamentada em decisão anterior.
O magistrado destacou ainda que a análise sobre uma possível revogação deve ocorrer após a chegada completa dos autos ao segundo grau e a manifestação do Ministério Público. Para ele, o colegiado precisa avaliar com profundidade os argumentos da defesa e o histórico do processo, marcado pela gravidade e complexidade dos crimes investigados.
Padre Egídio de Carvalho é apontado pelo Ministério Público como líder de uma organização criminosa que teria desviado recursos da unidade de saúde administrada pela instituição religiosa. Ele cumpre prisão domiciliar sob alegação de problemas graves de saúde.
da Redação