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Diocese de Campina Grande promete apurar caso de padre acusado de intolerância religiosa

A Diocese de Campina Grande afirmou, nesta quarta-feira (30), que o padre Danilo César, da Paróquia de Areial, vai prestar esclarecimentos à Justiça após ser acusado de intolerância religiosa. Durante uma homilia realizada no último domingo (27), o sacerdote utilizou a morte da cantora Preta Gil para atacar religiões de matriz africana, gerando forte repercussão nas redes sociais e denúncia formal por parte de uma associação religiosa.

Leia mais: Padre é acusado de intolerância religiosa após fala ofensiva durante missa na Paraíba: “cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?”

No sermão, gravado e transmitido ao vivo no canal da paróquia no YouTube — já retirado do ar —, o padre ironizou práticas de religiões afro-brasileiras ao questionar a eficácia de orações feitas por Gilberto Gil aos orixás e associou entidades dessas religiões a doenças e morte. Ele também afirmou que católicos que recorrem a essas práticas deveriam ser “levados pelo diabo”.

Em nota, a Diocese se comprometeu com os princípios constitucionais de liberdade religiosa, dignidade da pessoa humana e respeito à memória dos mortos. A instituição assegurou que seu setor jurídico tomará as providências cabíveis.

A fala do padre foi alvo de um Boletim de Ocorrência registrado por Rafael Generino, presidente da Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria de Souza. A entidade também vai levar o caso ao Ministério Público da Paraíba, denunciando o discurso como crime de intolerância religiosa.

“É inadmissível que em pleno culto, um líder religioso use o altar para propagar preconceito e ódio”, afirmou a associação em nota.

O caso agora será apurado pela Polícia Civil e poderá gerar desdobramentos também no campo judicial.

da Redação

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