Edvaldo Neto diz que pode ter apoio de Vitor Hugo, mas descarta gestão de continuidade em Cabedelo
O prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), afirmou nessa terça-feira (6) que trabalha com a possibilidade de contar com o apoio do ex-prefeito Vitor Hugo (Avante) em sua campanha eleitoral, mas fez questão de afastar a ideia de uma gestão de continuidade caso seja eleito.
Segundo Edvaldo, a eventual aproximação política não significa repetir o modelo administrativo do ex-prefeito. Ele defendeu que Cabedelo tem a chance de iniciar um novo ciclo, com identidade própria. O gestor reconheceu que a administração anterior teve pontos positivos e negativos e disse que a intenção é aproveitar o que deu certo, sem repetir erros. Para ele, a avaliação positiva da gestão de Vitor Hugo pode representar mais ganhos do que desgastes no campo político.
Edvaldo Neto assumiu o comando da Prefeitura no dia 15 de dezembro, após a cassação do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (Progressistas) pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A decisão da Justiça Eleitoral apontou abuso de poder político e econômico, além de captação ilícita de votos, como fundamentos para a perda dos mandatos.
Durante a entrevista, o prefeito interino também comentou a recente reunião entre adversários políticos em Cabedelo, envolvendo Wallber Virgolino (PL), Ricardo Barbosa (PSB) e o próprio André Coutinho. Ele disse ter estranhado o encontro, destacando que os três sempre mantiveram posições de forte oposição entre si.
Edvaldo lembrou que Wallber Virgolino foi um dos autores da ação que resultou na cassação de André Coutinho e ressaltou que o deputado também é um crítico histórico do Governo do Estado. Apesar disso, afirmou que a movimentação não o preocupa e que encara a tentativa de união da oposição como um sinal de que sua pré-candidatura incomoda.
Para o gestor, o principal foco neste momento é consolidar um projeto que permita que Cabedelo seja governada por alguém com raízes na cidade. Segundo ele, mais do que articulações políticas, a prioridade é apresentar à população uma proposta administrativa com identidade própria e voltada aos interesses do município.
da Redação