Efraim Filho nega propaganda antecipada no São João e rebate citando Lucas Ribeiro e Lula
O senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Efraim Filho (PL), negou nesta quarta-feira (10) ter praticado propaganda eleitoral antecipada ou conduta vedada durante o show do cantor Wesley Safadão n’O Maior São João do Mundo, em Campina Grande.
A declaração surge após o Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizar uma ação contra o parlamentar, o artista e o prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil), motivada pelo uso do gesto do “foguete” no palco principal do Parque do Povo, na última sexta-feira (5), ocasião em que o cantor disparou: “o foguete, está aqui o foguete”.
Ao se defender, o senador argumentou que o episódio não configurou irregularidade e que está “muito tranquilo porque, sinceramente, ali eu não consegui identificar meu nome, eu não subi ao palco, não foi pedido voto”. O parlamentar demonstrou confiança em relação ao processo judicial e disse que acredita que a Justiça Eleitoral, quando analisar o caso, vai entender que ali não há qualquer pedido de voto ou qualquer conduta vedada.
Efraim aproveitou para contra-atacar a oposição e questionar a postura do órgão fiscalizador diante de outros episódios políticos recentes. “Eu fico imaginando qual foi a reação do Ministério Público diante episódio de Lucas, que num evento oficial do Governo Federal, em cima do palco, com microfone na mão, com recursos federais, pediu para o povo da Paraíba fazer dois Ls, L de Lucas, L de Lula”, provocou o senador, completando que “quando eu comparo os dois episódios, dizer que há conduta vedada lá no foguete de Safadão e dizer que no pedido de voto de Lucas não se entrou sequer com a representação”.
O pré-candidato concluiu sua crítica afirmando que “talvez propaganda antecipada foi o carnaval do Rio, aí sim com dinheiro público fazendo apologia a Lula e ao hino do PT”.
A manifestação do senador ocorre no mesmo dia em que o TRE-PB determinou em liminar que a Meta Platforms remova das redes sociais os vídeos e fotos que registraram o momento da troca de sinais entre o parlamentar e Wesley Safadão. A defesa do senador deverá apresentar os mesmos argumentos de ausência de pedido de voto e de palanqueamento oficial quando for formalmente citada para responder ao mérito da ação eleitoral.
da Redação