Gaeco assume investigação de Hytalo Santos e marido um mês após prisão por exploração infantil

O caso do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, completa um mês nesta segunda-feira (15). O casal foi preso em São Paulo sob suspeita de tráfico de pessoas e exploração sexual de crianças e adolescentes e está detido na Paraíba, sob responsabilidade do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-PB).
Segundo o promotor Dennys Carneiro, o Gaeco conduz a investigação em segredo de Justiça e ainda está dentro do prazo para apresentar denúncia. A Polícia Civil não participa das investigações, atuando apenas com apoio técnico na extração de dados de aparelhos eletrônicos do casal. A transferência de Hytalo e Euro para João Pessoa ocorreu em 28 de agosto.
O advogado do casal, Felipe Cassimiro, afirmou que já protocolou diversos pedidos de liberdade, aguardando decisão judicial, e mantém a defesa da inocência de Hytalo e do marido. Enquanto isso, eles não receberam visitas de familiares no presídio do Roger, permanecendo isolados devido a questões técnicas e ao cumprimento do período de reconhecimento na ala LGBTQIA+. A partir deste domingo (14), visitas familiares estão autorizadas, segundo a direção da unidade.
Cronologia do caso:
- 6 de agosto: Denúncia pública do youtuber Felca sobre exploração infantil envolvendo Hytalo Santos; redes sociais do influenciador saem do ar.
- 13 de agosto: Mandado de busca e apreensão cumprido em condomínio de luxo no bairro Portal do Sol, João Pessoa.
- 14 de agosto: Justiça da Paraíba autoriza novo mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao influenciador, atendendo ação da promotoria de Bayeux.
- 15 de agosto: Prisão preventiva de Hytalo Santos e Israel Vicente em Carapicuíba, São Paulo.
- 16 de agosto: Tribunal de Justiça da Paraíba nega pedido de liberdade do influenciador e do marido.
- Data não especificada: Justiça do Trabalho bloqueia bens do influenciador e do marido, incluindo veículos e valores de até R$ 20 milhões, a pedido do Ministério Público do Trabalho.
- 28 de agosto: Transferência de Hytalo e Euro para o presídio do Roger, em João Pessoa.
- 13 de setembro: Gaeco-PB assume integralmente a investigação, enquanto Polícia Civil atua apenas no suporte técnico para extração de dados.
- 14 de setembro: Visitas familiares passam a ser autorizadas oficialmente no presídio, após término do período de reconhecimento e cumprimento de protocolos internos.
da Redação

