Hospitais que atendem pelo SUS em CG anunciam paralisação por falta de repasses
Hospitais privados que integram a rede complementar do SUS em Campina Grande comunicaram à Secretaria Municipal de Saúde que poderão suspender os atendimentos a partir do próximo domingo (1º) devido aos atrasos nos repasses financeiros da Prefeitura.
A informação foi oficializada nesta segunda-feira (26), por meio de um ofício conjunto entregue ao secretário Dunga Júnior. No documento, as instituições relatam “extrema preocupação” com a falta de regularização dos pagamentos referentes aos contratos de Média e Alta Complexidade e demais pactuações.
O presidente da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Derlópidas Neves, afirmou que a situação financeira dos hospitais chegou a um ponto crítico. Segundo ele, as unidades já enfrentam dificuldades para manter salários e despesas básicas em dia. Em entrevista, o dirigente destacou que, sem solução imediata, não há condições de continuar funcionando.
Ainda de acordo com Derlópidas, o caso já foi comunicado ao Ministério Público da Paraíba, e representantes das instituições cobraram providências durante reunião com a promotora Adriana Amorim.
No ofício, os hospitais alertam que a falta de recursos compromete o pagamento de funcionários, fornecedores de medicamentos, insumos e serviços essenciais. Também há risco de interrupção de atendimentos de alta complexidade, como oncologia, hemodiálise, cirurgias e internações.
As instituições ressaltam que, mesmo após tentativas de diálogo com a gestão municipal, os atrasos persistem e vêm afetando a sustentabilidade dos serviços. Os representantes também lembram que existe um Termo de Ajustamento de Conduta que obriga o município a repassar os recursos em até cinco dias após o recebimento de verbas federais e emendas parlamentares.
Diante do cenário, os hospitais pedem providências urgentes para normalizar os pagamentos e evitar prejuízos à população que depende do SUS.
Assinam o documento o Hospital João XXIII, o Hospital Geral Antônio Targino, a Clínica Dr. Maia, a Clipsi Serviços Hospitalares e a Fundação de Olhos da Paraíba.
da Redação
