Idealizador da Ficha Limpa critica tentativa de “matar a lei” no Congresso e faz apelo a Hugo Motta

O jurista Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Fimpa, comentou nesta quarta-feira (5) sobre a possibilidade de alterações no texto, que foi sancionado em 2010.
Um projeto apresentado pelo deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) pretende reduzir o tempo que um candidato precisa ficar inelegível, ou seja, impedido de disputar eleições, após ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
Durante entrevista à imprensa nacional nessa terça-feira (4), o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) comentou sobre a possibilidade de colocar em pauta o projeto.
Hugo Motta considerou que o tempo de inelegibilidade de oito anos é “muito longo”, especialmente por representar quatro eleições “quase uma eternidade na vida política”.
“No Brasil, em que se tem eleições de dois em dois anos, ex-gestores com problemas de condenação acabam sofrendo muito com essa questão”, afirmou Hugo Motta, completando que “o presidente da Câmara não pode temer discutir temas”.
De acordo com Márlon, antes da Lei Complementar nº 135/2010, o período de inelegibilidade era de três anos e foi ampliado. Reis, que atuou por mais de 20 anos como magistrado, fez um pedido ao paraibano Hugo Motta para que o projeto ‘sequer ande’.
“Venho lhe parabenizar pela sua eleição na presidência da Câmara e lhe fazer o pedido que não permita sequer que esse projeto ande. Esse projeto não pode nem tramitar o senhor como presidente. O senhor tem poder para fazer com que isso aconteça”, disse o jurista que foi o relator da lei e idealizador da expressão Ficha Limpa.
Ele ainda classificou como um acinte para o povo brasileiro a existência de um projeto para fazer qualquer alteração na Lei.
“Aproveito para lhe pedir aqui em público com respeito que eu tenho pelo senhor e que eu tenho pela Câmara dos Deputados para que intervenha para esse projeto sequer tenha andamento”, finalizou Márlon.
com ClickPB
