Investigação revela que mulher e filho ficaram quatro meses presos e com alimentação restrita
Novos detalhes revelados pela Polícia Civil indicam que a mulher e o filho de seis anos resgatados de um caso de cárcere privado em Alagoa Grande, no Brejo da Paraíba, estavam submetidos a restrições severas dentro de casa havia cerca de quatro meses.
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De acordo com o delegado Rodrigo Régis, responsável pela investigação, a vítima relatou que tinha a liberdade totalmente controlada pelo companheiro, que também impunha regras rígidas sobre alimentação e contato com outras pessoas.
Segundo o depoimento, a residência permanecia trancada com diversos cadeados e a mulher não tinha acesso às chaves. Ela também não podia sair de casa nem manter contato com familiares ou terceiros sem autorização.
“Ela relatou que tinha sua liberdade restrita, ela não podia sair de casa. A casa era toda cheia de cadeados, ela não tinha as chaves, não poderia ter contatos com familiares ou terceiros. Tudo passava pela aprovação do companheiro”, afirmou o delegado.
Além do controle da liberdade, o suspeito também restringia a alimentação das vítimas. Conforme a polícia, mãe e filho eram obrigados a consumir apenas uma mistura de milho com frutas, oferecida três vezes por dia.
Ainda segundo a investigação, a mulher afirmou que precisava pedir autorização até mesmo para beber água. A restrição alimentar provocou perda de peso tanto nela quanto na criança.
O caso veio à tona após a mulher procurar ajuda e denunciar a situação às autoridades. O suspeito acabou preso nessa quarta-feira (11) e o filho do casal foi resgatado durante a ação policial.
O homem poderá responder por cárcere privado, além de outros crimes relacionados ao caso. As investigações continuam.
da Redação
