João Azevêdo critica ação dos EUA na Venezuela e alerta para risco à ordem internacional
O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), manifestou-se neste sábado (3) contra a operação militar dos Estados Unidos em território da Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro. Para o chefe do Executivo estadual, a ofensiva representa uma ameaça direta à ordem internacional e ao respeito entre as nações.
Nas redes sociais, Azevêdo afirmou que ataques à soberania de um país rompem regras básicas do direito internacional e ampliam riscos globais. Segundo ele, a força militar não pode substituir a diplomacia e o diálogo como instrumentos para a resolução de crises. O governador defendeu que qualquer saída para o impasse deve respeitar os interesses do povo venezuelano e priorizar a paz.
A declaração ocorre em meio a um cenário de forte tensão na Venezuela, após bombardeios realizados por forças norte-americanas em Caracas e em outras regiões do país. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Maduro foi capturado e retirado do país, além de anunciar que os Estados Unidos pretendem administrar a Venezuela de forma interina até uma transição de poder.
Desde o início da ofensiva, o governo venezuelano denunciou uma “agressão militar gravíssima” e levou o caso à comunidade internacional, enquanto a Organização das Nações Unidas alertou para um precedente perigoso e cobrou respeito à Carta da ONU. Líderes políticos brasileiros também reagiram, destacando que as críticas não significam apoio ao regime de Maduro, mas rejeição ao uso da força e à violação da soberania de um Estado.
Ao se posicionar, João Azevêdo se soma a outras autoridades brasileiras que veem a ação norte-americana como um precedente preocupante para a América Latina, ao reforçar a necessidade de soluções diplomáticas e multilaterais diante da crise venezuelana.
da Redação
