Policial

Justiça condena a 26 anos de prisão homem que tentou matar ex-mulher com 16 facadas em Bananeiras

O Tribunal do Júri da Comarca de Bananeiras condenou, nesta quarta-feira (1º), a mais de 26 anos de reclusão um homem acusado de tentativa de feminicídio contra sua ex-esposa. O crime, que chocou o distrito de Vila Maia, no Brejo paraibano, ocorreu em 2024 e foi motivado pela não aceitação do término do relacionamento. A sentença estabelece o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado, refletindo a gravidade das qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e acolhidas integralmente pelo Conselho de Sentença.

A acusação, sustentada pelo promotor de Justiça Erik Bethoven de Lira Alves, detalhou a brutalidade do ataque ocorrido no ambiente de trabalho da vítima. De acordo com os autos, o réu invadiu o estabelecimento comercial durante o expediente e desferiu 16 golpes de faca contra a ex-companheira. A mulher foi encontrada em estado gravíssimo na cozinha do local pelo próprio filho, que também trabalhava no estabelecimento e presenciou o rastro de violência deixado pelo agressor.

Durante a sessão de julgamento, o Ministério Público apresentou um robusto conjunto probatório que evidenciou a materialidade e a autoria do crime, reforçando o contexto de violência doméstica e de gênero. A tese ministerial destacou que a tentativa de homicídio foi praticada com recursos que impossibilitaram a defesa da vítima, além de ter sido motivada por um sentimento de posse, características centrais do feminicídio. A decisão dos jurados reafirma o rigor do Judiciário paraibano diante de crimes que atentam contra a vida das mulheres.

Para o promotor Erik Bethoven Alves, a condenação superior a duas décadas de prisão é uma resposta necessária e pedagógica do Estado. “A condenação reafirma o compromisso do Ministério Público com o enfrentamento à violência contra a mulher. Trata-se de um crime grave, praticado em contexto de violência de gênero, que exige uma punição firme”, ressaltou o representante do MPPB após o encerramento do júri. A vítima, embora sobrevivente ao ataque, carrega as marcas físicas e psicológicas de um dos episódios mais violentos registrados na região nos últimos anos.

da Redação

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