Justiça mantém prisão de PM suspeito de matar homem e ferir dois em bar no Geisel
O policial militar Gabriel Gonzaga de Almeida, de 37 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (30), em João Pessoa. A decisão foi proferida pela juíza Andréa Alcoverde, da 1ª Vara Regional de Execuções Penais, que determinou o encaminhamento do investigado para o Presídio Especial do Valentina. O PM é o principal suspeito de disparar contra clientes de um bar no bairro do Geisel na madrugada do último domingo (29), resultando em uma morte e deixando duas pessoas feridas.
A confusão teve início logo após o término de uma apresentação de música ao vivo no estabelecimento. Testemunhas relataram que o policial apresentava visíveis sinais de embriaguez e estava acompanhado de uma mulher que também aparentava estar alcoolizada. A discussão teria começado quando outros clientes tentaram ajudar a mulher, que tinha dificuldades para se manter em pé, gesto que não foi bem aceito pelo militar. No meio do desentendimento, o policial sacou uma arma e efetuou disparos que atingiram um homem identificado como “Júnior da Carne”, que foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Mesmo após os primeiros tiros, a situação seguiu fora de controle. Clientes do bar entraram em luta corporal com o policial na tentativa de desarmá-lo e impedir sua fuga. Na área externa do bar, novos disparos foram efetuados, atingindo outras duas pessoas: um homem de 44 anos, que segue internado em estado estável no Hospital de Emergência e Trauma, e uma mulher de 38 anos, que recebeu atendimento e já recebeu alta. O próprio policial também ficou ferido durante o confronto com os populares e precisou de atendimento médico antes de ser conduzido às autoridades.
Em nota oficial, a Polícia Militar da Paraíba confirmou que o agente estava de folga no momento do crime e ressaltou que todas as medidas legais e administrativas cabíveis já foram adotadas pela corporação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para esclarecer todos os detalhes da dinâmica dos fatos. A defesa de Gabriel Gonzaga de Almeida informou à reportagem que não irá se posicionar sobre a manutenção da prisão neste momento, enquanto o inquérito avança para apurar a responsabilidade criminal do servidor.
da Redação
