Justiça mantém prisão de Wagner de Bebé e nega domiciliar por “risco às investigações”
A Justiça manteve, nesta sexta-feira (17), a prisão do vereador de Santa Rita, Wagner de Bebé (PSD), investigado por participação em um homicídio ocorrido no município. A decisão é da juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito, do Núcleo de Plantão Judiciário, que rejeitou o pedido da defesa para transformar a prisão preventiva em domiciliar.
Os advogados alegaram que o parlamentar sofre de “claustrofobia severa” e que a permanência no presídio agravaria seu estado de saúde. A magistrada, no entanto, entendeu que o acompanhamento médico dentro da unidade prisional é suficiente para preservar sua integridade, sem justificar a substituição da medida.
“Ressalte-se que a crise de pânico mencionada foi devidamente atendida e medicada em ambiente hospitalar, sem registro de sequelas graves ou risco de continuidade”, destacou a juíza. Ela também afirmou que a alegada comorbidade precisa de comprovação pericial e que a “mera alegação de desconforto psíquico” é insuficiente.
A decisão ressalta ainda que a prisão domiciliar representaria risco ao andamento das investigações. A juíza apontou a influência política de Wagner e considerou que sua eventual soltura poderia interferir na coleta de provas, já que o caso envolve um crime de mando.
Prisão preventiva e apreensão de armas
No mesmo dia, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de Wagner de Bebé, detido na quinta-feira (16) com uma pistola e um revólver dentro de seu carro. O Ministério Público da Paraíba, por meio do promotor Caio Terceiro Neto, defendeu a manutenção da prisão, argumentando que a apreensão das armas foi legal e ocorreu no cumprimento de mandados de prisão temporária e busca e apreensão.
Segundo o promotor, as armas não pertencem ao vereador, o que levou ao indiciamento por porte ilegal e receptação. Após a decisão, Wagner foi encaminhado ao Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, onde permanece à disposição da Justiça.
da Redação


