Justiça marca audiência para decidir acordo em caso de atropelamento que matou zelador
O caso do atropelamento que terminou com a morte do zelador Maurílio Silva de Araújo, em João Pessoa, terá um novo desdobramento no próximo dia 4 de março, quando acontece a audiência que vai analisar o acordo firmado entre o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Arthur José Rodrigues de Farias, acusado de causar o acidente. Ele é filho da prefeita de Pilar, Patrícia Farias.
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O acidente aconteceu no dia 30 de maio de 2025 na Avenida Afonso Pena. Segundo as investigações, o carro dirigido por Arthur invadiu a calçada e atingiu o trabalhador, que fazia serviços de jardinagem. A vítima foi socorrida ao Hospital de Trauma, mas morreu no dia 2 de junho. O motorista admitiu que havia ingerido bebida alcoólica e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ele foi preso em flagrante e liberado após pagar fiança.
Durante o inquérito, a defesa sugeriu a celebração de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), alegando que o investigado atendia aos critérios legais. Também foi apresentado laudo médico apontando diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
O acordo proposto pelo Ministério Público prevê pagamento de R$ 50 mil à família da vítima, prestação pecuniária a uma entidade social e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação por seis meses. Se for homologado, o processo ficará suspenso até o cumprimento total das condições.
A audiência será conduzida pela juíza Conceição Marsicano, da 2ª Vara Regional das Garantias. Em despacho recente, a magistrada destacou que, embora o acordo seja permitido por lei, o caso envolve gravidade concreta. A sessão ocorrerá por videoconferência.
da Redação