Justiça torna o cantor João Lima réu por tentativa de feminicídio e crimes sexuais na Paraíba
A juíza Graziela Queiroga aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou o cantor João Lima réu por uma série de crimes graves cometidos contra sua ex-esposa. A decisão, assinada originalmente no dia 20 de fevereiro e divulgada nesta quarta-feira (25), coloca o artista no centro de uma ação penal que inclui tentativa de feminicídio qualificada, estupro e violência psicológica.
De acordo com o despacho judicial, João Lima responderá por um extenso rol de condutas ilícitas: tentativa de feminicídio com agravantes, lesão corporal no contexto de violência doméstica, induzimento ao suicídio, ameaça e estupro. A denúncia detalha um histórico de abusos que teria começado precocemente, apenas cinco dias após o casamento do casal, realizado em novembro de 2025, durante a lua de mel.
O cantor permanece custodiado no Presídio do Róger, em João Pessoa, desde o dia 26 de janeiro de 2026. Ao aceitar a denúncia, a magistrada optou por manter a prisão preventiva do réu, fundamentando a medida na garantia da ordem pública e na asseguração da aplicação da lei penal. Com a formalização do processo, a defesa de João Lima terá um prazo de 10 dias para apresentar a resposta inicial, arrolar testemunhas e anexar documentos ao processo.
Histórico de agressões e provas
As investigações ganharam força após vídeos que registram as agressões circularem nas redes sociais, gerando clamor público. Segundo os autos, no dia 18 de janeiro, a vítima foi submetida a socos, asfixia e tentativas de silenciamento. O relato ministerial aponta ainda um episódio de extrema crueldade, no qual o cantor teria entregado uma faca à companheira, incentivando-a a tirar a própria vida. Dias depois, novas ameaças de morte teriam sido feitas caso o relacionamento não fosse reatado.
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, pontuou que o recebimento da denúncia representa um passo fundamental para o esclarecimento dos fatos, ressaltando que existem indícios concretos de autoria e materialidade que justificam o rigor do processo. O caso segue sob segredo de justiça em relação a detalhes específicos das agressões sexuais, visando preservar a intimidade da vítima.
Denuncie
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por meio dos seguintes canais:
- 180 – Central de Atendimento à Mulher
- 197 – Disque Denúncia da Polícia Civil
- 190 – Polícia Militar (em emergências)
da Redação