Política

Mersinho reage a afastamento do diretório do Progressistas de Cabedelo

O deputado federal Mersinho Lucena (Progressistas) criticou a decisão que resultou em sua destituição do diretório municipal do Progressistas em Cabedelo. A mudança foi formalizada na quarta-feira (21) e, segundo o parlamentar, representa o esvaziamento do debate interno e a consolidação de um modelo de comando concentrado na direção estadual da legenda.

Leia mais: Progressistas desativa diretório em Cabedelo e tira Mersinho Lucena do comando local

Em nota e declarações públicas, Mersinho atribuiu a medida ao controle exercido há décadas pelo deputado Aguinaldo Ribeiro e sua família sobre o partido na Paraíba. Ele afirmou que a decisão teria sido tomada sem diálogo com a base municipal e sem considerar o histórico de construção política no município.

Na avaliação do deputado, o episódio confirma o que ele chamou de distanciamento do Progressistas paraibano em relação a valores como pluralidade, renovação e convivência democrática. Para Mersinho, ao invés de estimular novas lideranças e fortalecer diretórios locais, o partido teria optado por ampliar o controle centralizado e transformar divergências em disputas internas.

Em tom mais duro, o parlamentar ironizou a sigla e disse que o Progressistas, na prática, já não representa o conceito que carrega no nome. “Na Paraíba, o Progressistas deixou de ser, de fato, um partido progressista. Aqui ele funciona como um partido patriarcal. Virou o ‘PP Partido Patriarcal’”, afirmou.

Mersinho sustenta que o caso de Cabedelo não seria isolado, mas parte de um processo repetido ao longo dos anos, no qual a manutenção do poder interno prevalece sobre o diálogo e a diversidade de ideias. Para ele, a destituição vai além de uma decisão administrativa, expondo o desgaste de um modelo partidário fechado e resistente à oxigenação política.

da Redação

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