Moraes declara nulidade de sindicância do CFM para apurar atendimento médico a Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nessa quarta-feira (7) a nulidade da determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de instaurar sindicância para apurar denúncias sobre condições de atendimento médico prestadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além disso, o ministro de determinou que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias.
Moraes proibiu qualquer tipo de procedimento do conselho com esse tema, “em virtude de sua flagrante ilegalidade e desvio de finalidade”.
O ministro também decidiu que a direção do Hospital DFStar deve encaminhar todos os exames médicos realizados por Bolsonaro hoje. O prazo é de 24 horas.
Sindicância do CFM
O CFM informou nessa quarta-feira que determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a instauração de sindicância para apuração dos fatos sobre o atendimento médico do ex-presidente.
Em nota, o conselho mencionou ter recebido denúncias que “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente.” Também relatou a existência de “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.”
com G1