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Movimento feminista ocupa prédio em João Pessoa em protesto contra feminicídios

Uma mobilização organizada pelo Movimento Olga Benário marcou o início das manifestações contra o feminicídio em João Pessoa. O grupo ocupou, na noite dessa sexta-feira (13), o antigo prédio da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), localizado na Capital Paraibana.

A ocupação recebeu o nome de Anayde Beiriz, escritora paraibana que se tornou símbolo da luta feminina após sua morte, em 1930. Segundo as integrantes do movimento, o ato integra uma agenda nacional realizada neste sábado (14), com mobilizações em diferentes cidades do país voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres.

De acordo com a coordenação do grupo na Paraíba, a escolha do prédio está relacionada a críticas à especulação imobiliária e ao abandono de espaços públicos que poderiam cumprir função social. As organizadoras também afirmam que o ato busca chamar atenção para a falta de políticas públicas eficazes voltadas à proteção das mulheres.

Entre as reivindicações apresentadas está a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM). Atualmente, a Paraíba possui apenas duas unidades que funcionam 24 horas por dia, localizadas em João Pessoa e Campina Grande. Há ainda uma terceira delegacia na capital, mas com funcionamento restrito.

A programação do movimento continua ao longo deste sábado (14) na Capital Paraibana, com panfletagens em pontos da cidade e uma plenária, que foi realizada pela manhã.

O protesto também ocorre em meio ao aumento dos registros de feminicídio no estado. Dados do ano passado apontam 36 casos na Paraíba, número que iguala o registrado em 2019 e representa o maior índice desde que a legislação que tipifica o feminicídio entrou em vigor no país.

da Redação

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