Policial

MPPB denuncia 32 acusados de comandar facção e homicídios em Patos

Uma ofensiva contra o crime organizado no Sertão da Paraíba levou o Ministério Público do Estado (MPPB) a denunciar 32 pessoas suspeitas de integrar uma estrutura criminosa responsável por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e uma série de assassinatos na cidade de Patos. A acusação foi formalizada nesta sexta-feira (20) e aponta o grupo como peça central na disputa armada pelo controle territorial na região.

As investigações tiveram origem na Operação Parabellum, conduzida pela Polícia Civil e deflagrada em dezembro de 2025, com atuação da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos e apoio de unidades especializadas, incluindo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e o Grupo de Operações Especiais (GOE). O inquérito detalha a atuação estruturada da organização, com divisão de funções e comando hierárquico.

Entre os denunciados estão dois nomes apontados como chefes do grupo, responsáveis por coordenar atividades ilícitas e autorizar execuções. Segundo o Ministério Público, a organização surgiu após uma ruptura interna da facção Nova Okaida, em 2023, e passou a manter conexões com o Comando Vermelho, ampliando sua influência e capacidade operacional.

A apuração indica que os homicídios atribuídos à facção não ocorreram de forma isolada, mas integravam uma estratégia deliberada de domínio territorial, voltada à eliminação de adversários e ao fortalecimento do tráfico. As ordens, conforme o processo, eram emitidas inclusive de dentro de unidades prisionais.

Na denúncia encaminhada à 1ª Vara Mista de Patos, o Ministério Público solicitou o recebimento formal da acusação e a continuidade das prisões preventivas já decretadas, alegando risco à ordem pública, gravidade dos fatos e necessidade de garantir o andamento das investigações e a aplicação da lei.

O processo segue sob segredo de justiça e aguarda decisão do Poder Judiciário sobre a abertura da ação penal.

da Redação

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