Política

Novo áudio sugere negociação polêmica envolvendo terrenos públicos em Caaporã

Um novo áudio obtido com exclusividade pelo Sistema Arapuan indica que o prefeito de Caaporã, Chico Nazário (União Brasil), teria discutido com o ex-secretário Sandro Trajano detalhes de possíveis negociações envolvendo terrenos públicos do município. As conversas se referem aos Projetos de Lei Nº 013/2025 e 019/2025, que tratam da desafetação de áreas destinadas a espaços verdes e equipamentos comunitários.

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O áudio mostra o prefeito e o ex-secretário discutindo a situação de terrenos localizados no Parque Industrial e no Distrito Industrial de Caaporã. Segundo a conversa, uma empresa estaria interessada em adquirir parte das áreas, com um aporte inicial de R$ 2 milhões. Em outro trecho, é mencionada uma segunda proposta, de R$ 750 mil, que teria sido negociada para alcançar R$ 1 milhão.

Ouça um trecho da conversa:

  • Sandro: Falando lá da empresa que tá vindo, tá tudo certinho? Porque o pessoal já está com o dinheiro na mão. Já está na conta, tá na conta, é só finalizar ali o decreto e ele chega e paga o acerto.
  • Chico Nazário: E o outro?
  • Sandro: O outro também está interessado, quer também fazer um bem bolado. Só que ele botou R$ 750 mil.
  • Chico Nazário: Fechasse quanto?
  • Sandro: Eu pedi a ele, pelo menos, R$ 1 milhão.
  • Os projetos em tramitação na Câmara Municipal preveem que, com a desafetação, os terrenos deixem de ser bens de uso comum do povo e passem a ser bens dominicais, permitindo sua alienação para fins privados.

    O presidente da Câmara Municipal, Oto Mariano, manifestou preocupação com a repercussão do áudio. Ele classificou a conversa como “relacionamento espúrio” e destacou que a discussão sobre valores levanta suspeitas, mesmo que, legalmente, os terrenos possam ser vendidos ou doados após a aprovação das leis. Um dos projetos já foi aprovado, enquanto o outro segue em análise nas comissões da Casa.

    “Recebi com muita indignação o conteúdo do áudio, que não condiz com a conduta esperada no trato da coisa pública”, afirmou Mariano, ressaltando a necessidade de transparência e cautela diante da situação.

    da Redação

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