Economia e Negócios

Paraíba registra alta de 3% no PIB de 2023, mas desempenho segue entre os menores do país

A economia paraibana avançou em 2023, mas ainda de forma tímida no cenário nacional. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do estado cresceu 3% no ano analisado, mantendo-se entre os desempenhos mais baixos do país e ocupando a penúltima posição no ranking das 27 unidades federativas.

O levantamento aponta que o PIB paraibano totalizou cerca de R$ 24 milhões, resultado que, apesar de positivo, ainda deixa o estado distante dos maiores centros econômicos do Brasil.

Crescimento acima do Nordeste, mas abaixo da média nacional
A variação registrada na Paraíba superou discretamente a média do Nordeste, que ficou em 2,95%. No entanto, dentro da própria região, o desempenho paraibano foi o terceiro mais baixo, acima apenas de Bahia (2,3%) e Pernambuco (2,4%). A taxa ficou empatada com a do Ceará, que também cresceu 3%.

No cenário nacional, o avanço da Paraíba ficou abaixo da média brasileira de 3,2%. Além disso, o estado aparece à frente somente do Maranhão quando comparados os índices de variação anual.

Todas as unidades da federação registraram crescimento
O estudo do IBGE revela ainda um cenário de recuperação mais ampla da economia brasileira, com todas as 27 unidades federativas apresentando elevação no PIB em 2023. A última vez que todos os estados haviam registrado crescimento simultâneo foi em 2021, período de retomada pós-pandemia.

Segundo o instituto, o resultado positivo geral reflete a expansão de setores como serviços, comércio e agropecuária, embora o ritmo de crescimento varie significativamente entre os estados.

Desafio continua sendo ampliar o ritmo de expansão
Apesar do avanço em 2023, a Paraíba segue diante do desafio de impulsionar setores estratégicos para elevar sua participação no PIB nacional. Com o estado aparecendo sistematicamente nas últimas posições do ranking, especialistas apontam a necessidade de ampliar investimentos, estimular inovação e fortalecer cadeias produtivas capazes de acelerar o crescimento nos próximos anos.

da Redação

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