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Paraíba tem nove açudes secos e 39 em situação crítica, aponta Aesa; confira quais

O cenário hídrico da Paraíba entrou em sinal de alerta após a divulgação de um levantamento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa-PB) identificar que nove açudes monitorados no estado estão completamente secos e outros 39 operam em situação crítica, com menos de 10% da capacidade total. Os dados refletem o impacto da estiagem, principalmente em regiões do Sertão e Cariri.

Entre os reservatórios totalmente vazios estão açudes localizados nos municípios de São Mamede, Desterro, Conceição, Teixeira, Gurjão, São José dos Cordeiros e Picuí. Nessas localidades, o volume armazenado chegou a 0%, comprometendo o abastecimento e elevando o risco de escassez hídrica.

Além dos reservatórios secos, dezenas de açudes apresentam volumes extremamente baixos. O levantamento mostra que alguns possuem níveis próximos de zero, como o açude Lagoa do Meio, em Taperoá, com apenas 0,01%, e o reservatório Campos, em Caraúbas, com 9,81%.

A Aesa monitora atualmente 136 reservatórios em todo o estado e os classifica em diferentes níveis, que vão desde situação crítica até reservatórios sangrando. O cenário preocupa ainda mais diante do alerta de baixa umidade emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), válido desde terça-feira (17) para municípios do Sertão, o que pode agravar os efeitos da seca.

Situação dos açudes na Paraíba:

Açudes acima da capacidade

  • Monteiro (São José II) — 100,15%;
  • Monteiro (Poções) — 102,85%;
  • Araçagi — 103,46%;
  • Mari — 106,48%.

Açudes com condições favoráveis

  • Fagundes (Gavião) — 77,08%
  • Sapé (São Salvador) — 77,69%
  • Cuitegi (Tauá) — 78,83%
  • São Domingos do Cariri (São Domingos) — 79,34%
  • Bananeiras (Lagoa do Matias) — 79,54%
  • Conde (Gramame / Mamuaba) — 80,07%
  • Areia (Saulo Maia) — 82,70%
  • Mamanguape (Jangada) — 83,06%
  • Juarez Távora (Brejinho) — 86,19%
  • Pirpirituba — 87,83%
  • Alagoa Grande (Pitombeira) — 87,89%
  • João Pessoa (Marés) — 88,31%
  • Ingá (Chã dos Pereiras) — 93,51%
  • São Sebastião de Lagoa de Roça (São Sebastião) — 94,59%
  • Cacimba de Dentro (Cacimba de Várzea) — 98,92%
  • Serra da Raiz (Suspiro) — 99,84%
  • Água Branca (Bom Jesus II) — 50,76%
  • Itatuba (Acauã – Argemiro de Figueiredo) — 51,94%
  • Juru (Glória) — 52,32%
  • Serra Branca (Serra Branca I) — 54,69%
  • Conceição (Vídeo) — 56,76%
  • Borborema (Canafístula II) — 59,91%
  • Duas Estradas — 60,05%
  • Camalaú — 60,28%
  • Areial (Covão) — 64,97%
  • Bananeiras (Jandaia) — 66,39%
  • Imaculada (Pedra Lisa) — 67,22%
  • Aguiar (Frutuoso II) — 68,05%
  • Tavares (Tavares II) — 69,16%

Açudes em observação

  • Cachoeira dos Índios (Cachoeira da Vaca) — 20,10%
  • Areia (Vaca Brava) — 21,05%
  • Cajazeiras (Lagoa do Arroz) — 22,09%
  • São José de Caiana (Pimenta) — 22,40%
  • Alagoa Nova (Nova Camará) — 22,58%
  • Olivedos — 24,39%
  • Curral Velho (Bruscas) — 24,44%
  • Belém do Brejo do Cruz (Baião) — 25,74%
  • Itaporanga (Cachoeira dos Alves) — 26,55%
  • Princesa Isabel (Jatobá II) — 26,86%
  • Santana dos Garrotes (Queimadas) — 27,00%
  • Uiraúna (Capivara) — 27,01%
  • Nova Olinda (Saco) — 27,11%
  • Coremas (Coremas) — 27,12%
  • Coremas (Mãe d’Água) — 27,20%
  • Brejo do Cruz (Santa Rosa) — 29,84%
  • Conceição (Condado) — 30,17%
  • Conceição (Serra Vermelha I) — 30,35%
  • Tavares (Novo II) — 32,40%
  • São José de Piranhas (São José I) — 33,62%
  • Aguiar (Lancha I) — 35,05%
  • São Francisco (Paraíso – Luiz Oliveira) — 36,56%
  • Boa Ventura (Riacho Verde) — 37,11%
  • Bonito de Santa Fé (Bartolomeu I) — 37,46%
  • Serra Grande (Cafundó) — 37,63%
  • Boqueirão (Epitácio Pessoa) — 38,72%
  • Diamante (Vazante) — 39,03%
  • Congo (Cordeiro – Gov. Wilson Braga) — 39,19%
  • Manaíra (Catolé I) — 41,18%
  • Massaranduba (Sindô Ribeiro) — 41,59%
  • São Sebastião do Umbuzeiro (Santo Antônio) — 41,71%
  • Massaranduba — 42,29%
  • Ibiara (Piranhas) — 44,76%
  • Jericó (Carneiro) — 46,38%
  • Igaracy (Cochos) — 48,11%
  • Carrapateira (Bom Jesus) — 49,05%
  • Sousa (São Gonçalo) — 49,92%
  • Sumé — 10,04%
  • Ibiara (Mameluco) — 10,56%
  • Serra Branca (Serra Branca II) — 11,71%
  • Santa Inês — 12,73%
  • Campina Grande (José Rodrigues) — 13,53%
  • Catingueira (Cachoeira dos Cegos) — 14,41%
  • Triunfo (Gamela) — 14,60%
  • Santana de Mangueira (Poço Redondo) — 14,64%
  • Uiraúna (Arrojado) — 15,11%
  • Monteiro (Pocinhos) — 16,30%
  • Riacho dos Cavalos — 16,68%
  • Olho d’Água (Jenipapeiro – Buiú) — 17,05%
  • Juru (Timbaúba) — 17,42%
  • Cajazeiras (Engenheiro Avidos) — 17,47%
  • Imaculada (Albino) — 18,10%
  • São José da Lagoa Tapada (Jenipapeiro) — 18,19%
  • Juazeirinho (Mucutu) — 19,39%
  • Emas — 19,61%

Açudes em situação crítica

  • São Mamede — 0,00%
  • Desterro (Jeremias) — 0,00%
  • Conceição (Roçado) — 0,00%
  • Teixeira (Sabonete) — 0,00%
  • Gurjão (Livramento – Russos) — 0,00%
  • São José dos Cordeiros (São José III) — 0,00%
  • Gurjão — 0,00%
  • Picuí (Caraibeiras) — 0,00%
  • Teixeira (Bastiana) — 0,00%
  • Taperoá (Lagoa do Meio) — 0,01%
  • Tenório (Riacho Fundo) — 0,04%
  • Teixeira (São Francisco II) — 0,04%
  • Barra de São Miguel (Bichinho) — 0,06%
  • São José do Sabugi (São José IV) — 0,07%
  • Teixeira (Riacho das Moças) — 0,11%
  • Ouro Velho — 0,15%
  • Belém do Brejo do Cruz (Tapera) — 0,27%
  • Prata (São Paulo) — 0,39%
  • Riacho de Santo Antônio — 0,43%
  • Várzea — 0,43%
  • Cacimbas (Coronel Jueca) — 0,43%
  • Barra de Santa Rosa (Curimataú) — 0,45%
  • Belém do Brejo do Cruz (Escondido) — 0,50%
  • Patos (Farinha) — 0,54%
  • Algodão de Jandaíra (Algodão) — 0,68%
  • Taperoá (Taperoá II – Manoel Marcionilo) — 0,71%
  • Soledade — 0,75%
  • São Vicente do Seridó (Felismina Queiroz) — 1,37%
  • São João do Rio do Peixe (Pilões) — 1,65%
  • Prata (Prata II) — 1,65%
  • Picuí (Várzea Grande) — 1,69%
  • São Vicente do Seridó (Cacimbinha) — 2,45%
  • Cuité (Boqueirão do Cais) — 2,71%
  • São Sebastião de Lagoa de Roça (Manguape) — 4,34%
  • São João do Cariri (Namorado) — 5,77%
  • Serra Redonda (Chupadouro II) — 6,37%
  • São João do Rio do Peixe (Chupadouro I) — 6,61%
  • Pedra Lavrada (Porcos) — 6,75%
  • Santa Teresinha (Capoeira) — 6,79%
  • Santa Luzia — 7,12%
  • Patos (Jatobá I) — 7,33%
  • Condado (Engenheiro Arcoverde) — 8,15%
  • Montadas (Emídio) — 8,22%
  • Monteiro (Serrote) — 8,27%
  • Puxinanã (Milhã – Evaldo Gonçalves) — 8,29%
  • Cuité (Retiro) — 9,41%
  • Barra de Santa Rosa (Poleiros) — 9,48%
  • Caraúbas (Campos) — 9,81%

O levantamento evidencia o contraste entre regiões que apresentam níveis satisfatórios e áreas severamente afetadas pela estiagem, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e gestão eficiente dos recursos hídricos no estado.

da Redação

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