Policial

Perseguição na orla termina com prisão de suspeitos de aplicar “golpe do bilhete premiado” em idosos

Uma ação integrada das forças de segurança resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada no chamado “golpe do bilhete premiado”, na manhã desta segunda-feira (2), na orla de João Pessoa. O grupo foi detido após tentar fugir da abordagem policial em alta velocidade.

De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, os suspeitos estavam sendo monitorados após novas tentativas de aplicação do golpe na Capital. A operação contou com apoio da Polícia Militar da Paraíba e da Guarda Municipal.

Durante a abordagem, um dos ocupantes do veículo tentou escapar utilizando a ciclovia. Na perseguição, o carro teve um dos pneus atingido, o que possibilitou a interceptação e a prisão dos envolvidos. As identidades não foram divulgadas.

O delegado Ademir Fernandes informou que o grupo já vinha sendo acompanhado pelas equipes de investigação, após ser identificado em ocorrências semelhantes registradas nas últimas semanas.

Golpe tinha idosos como principal alvo
Segundo a Polícia, as vítimas são, em sua maioria, mulheres idosas. Os criminosos se aproximavam prometendo a liberação de um falso prêmio e convenciam as pessoas a realizar transferências bancárias ou repasses em dinheiro.

A quadrilha, formada por três homens e uma mulher, já havia feito vítimas na cidade cerca de um mês atrás e voltou a agir recentemente.

Nesta segunda-feira, uma nova tentativa foi frustrada. A vítima, uma mulher de aproximadamente 60 anos, seguia para uma agência bancária quando foi abordada pelos suspeitos. Ela foi encaminhada à Central de Polícia para prestar depoimento.

Investigação continua
Após a prisão, os suspeitos foram levados para a delegacia e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil apura se há outras vítimas e se o grupo atuava também em outros municípios.

As autoridades orientam que a população, especialmente idosos e familiares, desconfie de promessas de prêmios e evite fornecer dados pessoais ou realizar transferências sem confirmação oficial. Informações podem ser repassadas de forma anônima aos canais da Polícia.

da Redação

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