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Polícia Civil desarticula depósito de caça-níqueis e detém dois suspeitos em Santa Rita

A Polícia Civil desarticulou, na tarde desta segunda-feira (30), um depósito clandestino utilizado para a montagem e armazenamento de máquinas caça-níqueis no bairro de Tibiri, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. A operação foi deflagrada após o recebimento de denúncias anônimas que indicavam a atividade ilícita em um imóvel da região. Ao chegarem ao local, os agentes flagraram dois homens trabalhando na montagem dos equipamentos, que seriam comercializados ilegalmente em diversos pontos de aposta da região metropolitana.

De acordo com o delegado Ademir Fernandes, responsável pela ação, o material apreendido não possuía qualquer tipo de autorização dos órgãos competentes para operação. Embora existam empresas regulamentadas para explorar modalidades específicas de jogos, o grupo em questão operava de forma totalmente informal, configurando a contravenção penal de exploração de jogos de azar. Durante a abordagem, os policiais constataram que o local funcionava como uma espécie de oficina logística para a manutenção e distribuição das máquinas.

Os dois homens encontrados no depósito foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Em depoimento, eles afirmaram que eram apenas funcionários e que não tinham conhecimento sobre os detalhes da comercialização ou a identidade completa do proprietário dos equipamentos. Eles alegaram que seguiam ordens de um “dono”, cuja identidade a polícia agora trabalha para confirmar. Após serem ouvidos e devidamente identificados, os suspeitos foram liberados, conforme o rito previsto para esse tipo de ocorrência.

A Polícia Civil informou que o próximo passo da investigação é intimar o suposto proprietário das máquinas para prestar depoimento e responder pela atividade irregular. Todo o material encontrado no imóvel foi apreendido e passará por perícia técnica. O delegado ressaltou que operações desse tipo são fundamentais para combater o mercado de apostas clandestinas, que muitas vezes está associado a outras práticas criminosas e à evasão de divisas no estado.

da Redação

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