Policiais suspeitos de chacina no Conde são soltos sem tornozeleira eletrônica

Cinco policiais militares investigados pelo assassinato de cinco jovens em fevereiro, no município do Conde, na Grande João Pessoa, deixaram a prisão sem uso de tornozeleira eletrônica após decisão da Justiça da Paraíba. A medida foi publicada nesta quarta-feira (17) pela juíza substituta da Vara Única de Conde, Hígyna Josita Simões de Almeida.
Segundo a magistrada, não há indícios de fuga ou risco de obstrução do processo que justifiquem o monitoramento eletrônico, considerando que essa medida deve ser aplicada apenas quando há necessidade efetiva. A decisão ainda cita o custo do equipamento para o estado como um fator adicional.
Apesar de liberados da tornozeleira, os policiais seguem sob medidas cautelares, como a proibição de contato com testemunhas e familiares das vítimas, restrição de sair de João Pessoa sem autorização judicial e afastamento do policiamento ostensivo, passando para funções administrativas.
Os militares beneficiados são o soldado Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel, os sargentos Marcos Alberto de Sá Monteiro, Wellyson Luiz de Paula e Kobosque Imperiano Pontes, além do cabo Edvaldo Monteval Alves Marques. Um sexto investigado, o tenente Alex William de Lira Oliveira, permanece com a prisão preventiva, já que está fora do país, o que, segundo a juíza, prejudica a instrução do processo e a coleta de provas.
As investigações indicam que o grupo de policiais reagiu a tiros disparados pelas vítimas, que teriam formado uma organização criminosa para buscar vingança após um feminicídio na cidade. Os militares foram presos no dia 19 de agosto e, durante o processo, se recusaram a utilizar a tornozeleira, alegando constrangimento.
da Redação
