Prefeito e Câmara divergem sobre cancelamento do São João em Santa Rita
O cancelamento do São João de Santa Rita ampliou o confronto entre o Executivo e o Legislativo, com versões divergentes sobre as causas da suspensão do evento. Após atribuir a decisão a cortes no orçamento da Cultura, o prefeito Jackson Alvino afirmou que tentou alternativas para viabilizar a festa, mas não teve respaldo da Câmara Municipal.
O gestor disse, nesta sexta-feira (20), que encaminhou um projeto para permitir a realização do evento por meio de parceria público-privada, modelo adotado em outras cidades, mas a proposta não avançou. “Eu mandei também um Projeto de Lei pedindo autorização para uma possível PPP para o São João, mas ele ainda está parado na Câmara, inviabilizando essa alternativa”, afirmou.
Segundo a Prefeitura, além da redução de cerca de R$ 12 milhões no orçamento da área cultural, o projeto enviado para recompor os recursos e garantir a festa também não foi colocado em votação.
Jackson Alvino também relatou impactos em outras áreas da gestão, como a climatização de escolas e a coleta de lixo. “Tem um crédito de R$ 5 milhões travado na Câmara. Em relação à coleta, a partir de maio ou junho já não tenho condições de manter o serviço”, declarou.
Do outro lado, o presidente da Câmara Municipal, Epitácio Viturino, contestou a versão do prefeito e afirmou que o orçamento foi aprovado com possibilidade de veto, que não foi utilizado pelo Executivo. “A Câmara não realiza São João. Quem faz isso é o Município. Ele teve a oportunidade de vetar e não vetou”, disse.
O vereador também afirmou que os recursos retirados da Cultura foram redistribuídos para áreas como Saúde e Educação, mantendo cerca de R$ 3 milhões no orçamento da pasta.
Sobre a proposta de parceria público-privada, Viturino alegou que o projeto enviado tratava apenas de iluminação pública e não tinha relação direta com a realização do São João. Ele acrescentou que qualquer nova proposta precisa seguir prazos legais e tramitação nas comissões da Casa.
da Redação
