Policial

Prefeito e ex-prefeito de Cabedelo se manifestam após Operação Asfixia

Após a deflagração da Operação Asfixia, que cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão contra integrantes do Comando Vermelho em Cabedelo, o prefeito André Coutinho e o ex-prefeito Vitor Hugo divulgaram notas oficiais repudiando qualquer suspeição sobre suas atuações. A investigação do Ministério Público Federal (MPF) envolve denúncias de aliciamento violento de eleitores, nas quais também são citados o vereador Márcio Silva (União Brasil) e o traficante Flávio de Lima Monteiro, conhecido como “Fatoka”.

A apuração conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) identificou a filha de criação de Fatoka, Marcela Pereira da Silva, e Flávia Santos Lima Monteiro como supostos elos entre a facção e o grupo político investigado. “Fatoka” segue foragido, após romper a tornozeleira eletrônica, e estaria escondido em uma comunidade controlada pela facção no Rio de Janeiro, de onde, segundo a polícia, continua direcionando crimes na Paraíba, especialmente em Cabedelo.

A Operação Asfixia resultou na prisão de 24 pessoas: 23 na Paraíba e uma no Rio de Janeiro. Do total, sete foram detidas em flagrante e 17 cumpriam mandados de prisão preventiva. Os mandados foram executados em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e comunidades do Rio de Janeiro. Na Paraíba, a operação mobilizou 150 policiais, divididos em 30 equipes, incluindo 27 da Polícia Civil e três do Gaeco.

Em nota, o prefeito André Coutinho afirmou que não possui qualquer envolvimento com os fatos investigados e repudiou qualquer tentativa de vincular seu nome a práticas criminosas. Ele destacou seu compromisso com a legalidade, a transparência e a ética na administração pública, além de reforçar investimentos em segurança, como a modernização da Guarda Metropolitana, renovação de frota e implantação de novas tecnologias de monitoramento.

Já o ex-prefeito Vitor Hugo afirmou que, durante seus sete anos de gestão, jamais manteve contato com pessoas envolvidas com tráfico de drogas. Ele destacou que sua administração foi reconhecida pela população, com mais de 85% de aprovação, e lembrou que o Ministério Público de Cabedelo já solicitou sua absolvição por falta de provas. Vitor Hugo reafirmou confiança na Justiça e atribuiu sucesso de sua gestão à ética e à correção administrativa.

da Redação

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