Presidente da Cagepa nega privatização e rebate críticas sobre PPP
O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius, afirmou que a empresa não será privatizada e reagiu a críticas sobre o modelo de Parcerias Público-Privadas (PPP) adotado pela gestão.
A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Arapuan FM, nesta terça-feira (17). Segundo ele, o formato prevê a contratação de empresas para executar obras e operar serviços por tempo determinado, sem impacto financeiro para o Estado.
“Zero de privatização. Eu realizo a contratação para executar a obra, administrar o esgoto até aquele período, até ele ter o retorno do investimento que ele fez”, afirmou.
Marcus Vinícius também garantiu que o modelo não gera custos públicos nem aumento na tarifa. “Ele vai executar a obra com recurso dele. O nível de impacto com o Estado é zero. O Estado não irá se endividar e o impacto para a tarifa também é zero”, disse.
De acordo com o gestor, a escolha das empresas será feita por licitação com base na menor tarifa ofertada. “A licitação é pela menor tarifa. Quem ofertar o menor preço para construir e operar conosco pode levar. Vai ter toda uma análise econômico-financeira”, explicou.
Durante a entrevista, ele também rebateu críticas do ex-governador Ricardo Coutinho, que levantou a possibilidade de privatização. “Com todo respeito ao ex-governador, se a gente quisesse privatizar a empresa, teríamos feito uma modelagem para vender, abrir capital, como fez a Sabesp. Ideologia a gente discute em outro aspecto, estamos tratando de questões técnicas”, declarou.
O presidente ainda afirmou que não haverá demissões com a adoção das parcerias. “Estou dizendo taxativamente, nenhum empregado será demitido por nenhum excesso de terceirização, nem sequer de PPP da Cagepa”, completou.
da Redação

