Economia e Negócios

Procon vai fiscalizar reajuste de combustíveis em postos de CG

O Procon de Campina Grande iniciou um processo de fiscalização para verificar o reajuste no preço dos combustíveis aplicado pelos postos da cidade desde o último sábado (7). O aumento atingiu gasolina e diesel e, segundo o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Campina Grande e Interior da Paraíba (Sindirev-PB), está relacionado à elevação nos preços repassados pelas distribuidoras.

De acordo com o coordenador do Procon municipal, Waldeny Santana, os estabelecimentos serão notificados para apresentar documentos que comprovem o motivo do reajuste. A justificativa apontada pelo setor é a alta no preço do petróleo no mercado internacional, associada às tensões no Oriente Médio.

Segundo o coordenador, os empresários precisarão apresentar notas fiscais ou outros registros que comprovem a variação no valor pago às distribuidoras. Caso o aumento não seja devidamente justificado, o órgão poderá abrir processos administrativos contra os postos.

Waldeny Santana ressaltou que, embora o mercado de combustíveis funcione em regime de livre concorrência, práticas consideradas abusivas precisam ser combatidas. Segundo ele, se for constatado preço abusivo, os estabelecimentos poderão ser responsabilizados.

O Procon também comunicou o Ministério Público da Paraíba sobre a situação, para acompanhar a fiscalização e verificar se há possível alinhamento de preços entre os postos da cidade.

O reajuste anunciado pelo sindicato dos revendedores elevou o preço dos combustíveis em cerca de R$ 0,20 por litro. Atualmente, o diesel comum é comercializado em média por R$ 5,58, enquanto a gasolina tem preço médio de R$ 6,09 em Campina Grande.

O presidente do Sindirev-PB, Bruno Agra, afirmou que o aumento estaria relacionado às tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos, no Oriente Médio. Segundo ele, a região concentra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e o conflito tem provocado dificuldades na circulação de navios no Estreito de Ormuz, impactando o preço internacional do combustível.

da Redação

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