Policial

Protesto interrompe trens entre João Pessoa e Santa Rita após morte de jovem

A circulação de trens em um trecho entre João Pessoa e Santa Rita foi suspensa temporariamente na tarde desta segunda-feira (2) após um protesto de moradores do bairro Alto do Mateus pela morte do jovem João Vitor Pereira.

A manifestação foi organizada por familiares e moradores da comunidade, que contestam a versão apresentada pela polícia sobre a ação que terminou com um jovem morto e outro ferido. Durante o protesto, manifestantes bloquearam a linha férrea com barricadas e atearam fogo em materiais, impedindo a passagem dos trens.

Comunidade contesta versão policial
Segundo moradores, não houve confronto durante a abordagem. Eles afirmam que apenas os policiais efetuaram disparos e que o jovem foi atingido de cima de uma ponte.

A mãe da vítima, que preferiu não se identificar, declarou que o filho estava conversando no local quando foi atingido. Para ela, não houve reação nem troca de tiros no momento da ação.

Polícia afirma que houve troca de tiros
A versão apresentada pela Polícia Militar da Paraíba é diferente. De acordo com o tenente-coronel Bruno, comandante do 1º Batalhão, a operação foi motivada por uma denúncia de homens armados na região.

Segundo ele, ao chegarem ao local, as equipes teriam sido recebidas a tiros. Durante a ocorrência, uma arma de fogo e porções de drogas foram apreendidas. O oficial afirmou ainda que os feridos foram socorridos imediatamente e que a corporação priorizou o atendimento às vítimas.

O comandante também esteve no local do protesto e disse ter buscado testemunhas que confirmassem eventual excesso policial. Segundo ele, até o momento, não houve relatos formais que comprovem irregularidades.

Impacto no transporte
A interrupção atingiu o trecho entre Bayeux e Santa Rita. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), os demais percursos, entre Ilha do Bispo e Cabedelo, seguiram funcionando normalmente.

A circulação ficou suspensa por quase três horas. Nesse período, quatro viagens foram canceladas, afetando cerca de 480 passageiros. Após o fim do protesto, o tráfego ferroviário foi restabelecido gradualmente.

Caso segue sob apuração
A morte do jovem é investigada pelos órgãos competentes, que devem apurar as circunstâncias da abordagem e confrontar os relatos da comunidade com a versão policial.

Enquanto isso, moradores cobram esclarecimentos e responsabilização, afirmando que novas mobilizações não estão descartadas caso não haja respostas sobre o ocorrido.

da Redação

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