Política

Queiroga defende saída de líder do PL investigado em operação e critica julgamento de Bolsonaro

O presidente estadual do Partido Liberal na Paraíba e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga, defendeu que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ) deixe a liderança do PL na Câmara dos Deputados. A declaração foi feita nesta sexta-feira (19), durante entrevista à Rádio Arapuan FM.

Sóstenes foi um dos alvos da operação “Galho Fraco”, deflagrada nesta sexta-feira e autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito na Corte. Segundo a PF, as investigações indicam a existência de um esquema criminoso em que “agentes públicos e empresários teriam estabelecido um acordo ilícito para o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares”. Ainda de acordo com a PF, os investigados utilizaram uma empresa de locação de veículos para simular contratos de prestação de serviços.

Para Queiroga, diante de indícios relevantes, o afastamento de cargos de liderança é uma medida necessária para evitar constrangimentos e permitir que outras pessoas exerçam a função. Ele ponderou, no entanto, que a permanência de Sóstenes só se justificaria caso o parlamentar apresente elementos sólidos que garantam o exercício do cargo sem questionamentos.

De acordo com o dirigente partidário, o tema deve ser analisado pela executiva nacional do PL. “O deputado Sóstenes precisa ser ouvido, até para explicar se os recursos encontrados em sua residência têm origem lícita”, afirmou, ressaltando que se trata de uma avaliação pessoal.

Na mesma entrevista, o ex-ministro da Saúde também criticou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de investigados pelos atos de 8 de janeiro. Ao comentar a discussão sobre o chamado PL da dosimetria, Queiroga afirmou que os processos não deveriam ter sido analisados pelo Supremo Tribunal Federal.

Na avaliação dele, os casos deveriam ter tramitado em instâncias inferiores. “Nós consideramos que o julgamento de Bolsonaro e daqueles que foram enquadrados no 8 de janeiro não deveria ter ocorrido no STF, mas na primeira instância”, declarou.

da Redação

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