Economia e Negócios

Sindipetro descarta risco de desabastecimento de combustíveis na Paraíba

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Hamad Filho, descartou nesta segunda-feira (16) qualquer risco de desabastecimento de combustíveis no estado. A declaração foi dada após relatos de escassez em alguns setores no Rio Grande do Sul e preocupações semelhantes no Rio de Janeiro.

Segundo Omar, a realidade logística do Nordeste é diferente de outras regiões do país, o que garante maior estabilidade no fornecimento. Ele destacou que a região conta com refinarias privadas que priorizam o atendimento às distribuidoras locais.

De acordo com o dirigente, duas unidades são estratégicas para o abastecimento regional: a Refinaria Potiguar Clara Camarão, localizada em Guamaré, no Rio Grande do Norte, e a Refinaria de Mataripe, na Bahia. Esta última, operada pela empresa Acelen, tem capacidade para processar cerca de 300 mil barris de petróleo por dia e responde por aproximadamente 14% do refino nacional.

Ainda segundo Omar Hamad, os recentes aumentos no preço dos combustíveis não são provocados diretamente pelos postos, mas pelas distribuidoras. Ele afirmou que os reajustes praticados ao longo da cadeia de distribuição têm impactado o valor final nas bombas.

Em entrevista à Rádio Arapuan FM, o empresário também criticou a forma como foi anunciada a redução de impostos federais sobre o diesel. Segundo ele, o governo divulgou que a medida representaria queda de R$ 0,32 por litro, mas o impacto real seria menor por causa da presença obrigatória de biodiesel na composição do combustível.

O cenário de pressão nos preços está ligado à instabilidade no mercado internacional de petróleo. As tensões geopolíticas envolvendo ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e os riscos no Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, têm influenciado a cotação do barril e afetado mercados dependentes de importação, como o brasileiro.

Diante desse contexto, o governo federal anunciou na quinta-feira (12) um conjunto de medidas para reduzir a pressão sobre o preço do diesel e reforçar a fiscalização no setor.

Entre as ações está a eliminação das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, que representa uma redução estimada de R$ 0,32 por litro. Além disso, uma Medida Provisória prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores do combustível no mesmo valor, com o objetivo de ampliar o alívio ao consumidor.

Somadas, as duas medidas podem gerar impacto potencial de até R$ 0,64 por litro ao longo da cadeia de distribuição, dependendo do repasse feito pelos agentes do setor. O governo também informou que intensificará a fiscalização para evitar práticas abusivas de preços.

da Redação

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