Policial

Suspeito de matar jovem em Baía da Traição já havia sido condenado por violência doméstica

O homem preso pela morte de Rayla Cavalcante, de 23 anos, em Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba, já possuía condenação anterior por violência doméstica contra outra mulher. Renato Ferreira Salustiano Neto havia sido sentenciado em 2025 por agressão cometida contra uma ex-namorada, quando a vítima ainda tinha 17 anos.

O caso ocorreu em setembro de 2022, no município de Cuitegi, no Agreste paraibano. Conforme decisão da Justiça, o acusado invadiu a residência da jovem e cometeu agressões físicas, além de ofensas verbais e outras violações. Ao final do processo, ele foi condenado a sete meses de prisão em regime aberto pelo crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica.

Apesar da condenação, a pena foi suspensa por meio do benefício conhecido como suspensão condicional, concedido por ele ser réu primário. Com isso, ele permaneceu em liberdade, desde que cumprisse as condições impostas pela Justiça e não cometesse novos crimes.

Renato Ferreira voltou a ser preso após confessar ter empurrado Rayla Cavalcante de uma motocicleta durante uma discussão, na segunda-feira (16), em Baía da Traição. A vítima caiu, sofreu traumatismo craniano e morreu após ser socorrida.

Inicialmente, o suspeito apresentou versões diferentes sobre o ocorrido, alegando acidente e problemas na pista. Posteriormente, admitiu ter empurrado a jovem. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, e ele foi encaminhado ao Presídio do Roger, em João Pessoa.

O caso segue sob investigação e é tratado como feminicídio pelas autoridades, diante das circunstâncias e do histórico de violência envolvendo o acusado.

da Redação

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