TJPB mantém condenação de trio por golpe milionário com falsas promessas de cultivo de hortaliças
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve, nesta terça-feira (23), a condenação dos responsáveis por um esquema de pirâmide financeira que usava o cultivo de hortaliças como fachada para atrair investidores. O caso envolve a empresa Hort Agreste, instalada em Lagoa Seca, no Agreste paraibano, e gerou prejuízos estimados em R$ 120 milhões.
Foram condenados o dono da empresa, Jucélio Pereira, a sócia-administradora, Priscila dos Santos, e o diretor financeiro, Nuriey de Castro. Segundo as investigações, eles prometiam lucros mensais muito acima do mercado em contratos de investimento vinculados à produção de hortaliças hidropônicas, mas não repassavam os valores.

No julgamento, o relator Joás de Brito destacou que as provas não deixaram dúvidas sobre a existência de um esquema de pirâmide. Ele também afastou os argumentos da defesa, que alegava falta de competência da Justiça estadual e cerceamento no processo. O voto foi seguido pelo desembargador João Benedito.
Com a decisão, Jucélio Pereira e Nuriey de Castro seguem presos, enquanto Priscila dos Santos responde em liberdade. O Ministério Público já havia denunciado o grupo por estelionato majorado e organização criminosa.
As vítimas relataram promessas de rendimentos mensais de até 10% e participação em lucros de 30%, além de supostas “técnicas inovadoras” que acelerariam a produção. Tudo, segundo a Justiça, não passava de uma fraude que atraiu centenas de investidores em busca de retornos rápidos.
da Redação

